Especialidade de MAMÍFEROS MARINHOS
Introdução
Um mamífero marinho é um mamífero que habita primariamente o oceano ou depende do oceano para alimentar-se.
Algumas das diferenças principais entre os mamíferos marinhos e outros habitantes marinhos são: Mamíferos marinhos respiram ar, enquanto a maioria dos outros animais marinhos extraem o oxigênio da água.
· Mamíferos marinhos possuem cabelo. Cetáceos possuem pouco ou nenhum cabelo, geralmente algumas poucas cerdas ao redor da cabeça ou boca. Todos os membros da ordem Carnívora têm uma camada de pele ou cabelo, mas são mais espessos e importantes para a termoregulação em lontras marinhas e ursos polares do que em focas ou leões marinhos. As densas camadas de pele contribuem para arrastar-se enquanto nada, tornando os mamíferos lentos, o que causa uma desvantagem na velocidade do nado.
· Mamíferos marinhos possuem grossas camadas de gordura, usadas para isolar seus corpos e prevenir a perda de calor. Lontras marinhas e ursos polares são exceção, dependendo mais da pele para se afastar da hipotermia. Darei mais ênfase sobre a gordura logo em seguida.
· A maioria dos mamíferos marinhos dão à luz um filhote por vez, e não são capazes de parir gêmeos ou ninhadas maiores.
Mamíferos Marinhos - Espécies mais populares
Baleias com barbatanas: são na sua maioria grandes baleias que não apresentam dentes. No lugar destes, possuem compridas fileiras de cerdas - as "barbatanas" - que pendem do céu da boca em posição lateral. A função destas cerdas é a retenção de alimentos. A alimentação consiste basicamente de organismos planctônicos, especialmente pequenos crustáceos do gênero Euphasia que abundam nos mares mais frios, e algumas espécies costumam caçar cardumes de peixes de pequeno porte. Habitam em regiões geladas e nas tropicais em época de reprodução. Exemplos: Baleia-azul (Balaenoptera musculus), Baleia-fin (Balaenoptera physalus), Baleia-azul-boreal (Balaenoptera borealis).
Focas: O corpo de uma foca é hidrodinâmico, semelhante a um torpedo, com os membros posteriores e anteriores em forma de nadadeira. As focas são carnívoras e alimentam-se de peixes e cefalópodes. Geralmente, reproduzem-se em colônias. Localizam-se no Pólo Norte e são excelentes nadadoras. Exemplos: Foca-de-bandas (Phoca fasciata), Foca-da-Groelândia (Phoca groelandica), Foca-anelada-do-ártico (Phoca hispida).
Golfinhos: os golfinhos ou delfins são animais mamíferos cetáceos. São perfeitamente adaptados para viver no ambiente aquático. São nadadores privilegiados, às vezes, saltam até cinco metros acima da água, podem nadar a uma velocidade de até 40 km/h e mergulhar a grandes profundidades. Sua alimentação consiste basicamente de peixes e lulas. Sua excelente inteligência é motivo de muitos estudos por parte dos cientistas. O habitat de 33 espécies de golfinho é na água salgada, perto da costa ou no mar aberto. Porém 5 espécies vivem em rios e lagos, como o Boto da Amazônia. Alguns, de água doce, vivem no encontro da água doce com a salgada. Exemplos: Golfinho (Delphinus delphis), Golfinho-de-bico-comprido (Stenela longirostris), Golfinho-maior (Tursiops trucatus).
Para aprender mais: expressões sobre Mamíferos Marinhos!
Para aprender mais sobre os Mamíferos Marinhos, é bom saber o significado de certas expressões dos estudos sobre eles.
Ø Saltos: a maioria das baleias e golfinhos tem o costume de dar saltos para fora da água e ir muito para a superfície. Por serem mamíferos, respiram o ar e precisam ir para a superfície para respirar, ao contrário dos peixes, que retiram o oxigênio da água e não necessitam subir à superfície.
Ø Ecolocação: as baleias costumam fazer um trajeto por toda a sua vida, ficam em partes geladas e quando necessitam reproduzir, procuram águas mais quentes, estas rotas específicas mostram que as baleias não nadam a esmo.
Ø Barbatana: serve como um pente que, a cada gole, entra água e plâncton, então as pontas da barbatana retém o plâncton para ser ingerido.
Ø Cardume: conjunto de peixes, geralmente da mesma espécie, que ficam juntos para evitar predadores e garantir uma chance de viver um pouco mais.
Ø Plâncton: existem dois tipos: o fitoplânciton (constituído de plantas) e o zooplancton (constituído, principalmente de pequenos crustáceos, como o Krill). É o principal alimento das baleias de barbatanas.
Ø Saltos: a maioria das baleias e golfinhos tem o costume de dar saltos para fora da água e ir muito para a superfície. Por serem mamíferos, respiram o ar e precisam ir para a superfície para respirar, ao contrário dos peixes, que retiram o oxigênio da água e não necessitam subir à superfície.
Ø Ecolocação: as baleias costumam fazer um trajeto por toda a sua vida, ficam em partes geladas e quando necessitam reproduzir, procuram águas mais quentes, estas rotas específicas mostram que as baleias não nadam a esmo.
Ø Barbatana: serve como um pente que, a cada gole, entra água e plâncton, então as pontas da barbatana retém o plâncton para ser ingerido.
Ø Cardume: conjunto de peixes, geralmente da mesma espécie, que ficam juntos para evitar predadores e garantir uma chance de viver um pouco mais.
Ø Plâncton: existem dois tipos: o fitoplânciton (constituído de plantas) e o zooplancton (constituído, principalmente de pequenos crustáceos, como o Krill). É o principal alimento das baleias de barbatanas.
“O rei do Oceano”
A baleia-azul (Balaenoptera musculus) é um mamífero aquático. É o maior animal que existe na face da Terra. É também o animal mais ruidoso do mundo. Emitem sons que podem ser ouvidos a mais de 800 quilômetros de distância. A cabeça de uma baleia-azul é tão grande que cinqüenta pessoas poderiam apoiar-se em sua língua. Um bebê (humano) poderia engatinhar através das principais artérias da baleia-azul e um humano adulto poderia até se arrastar pela sua aorta. Durante os seus primeiros sete meses de vida, bebês de baleia-azul tomam cerca de 380 litros de leite todo dia. Bebês de baleias-azuis ganham peso rapidamente, 91 kg a cada 24 horas. De qualquer maneira, tomadas entre 160 a 190 toneladas foram registadas para espécimes com mais de 27 metros de comprimento. A mais pesada baleia-azul já pesada é uma fêmea que pesava quase 390 toneladas.
Deus e a Baleia:
O profeta Jonas não queria pregar em Nínive, uma cidade que ele considerava que deveria ser exterminada, por ser totalmente pagã. Mas Deus sabia que lá havia pessoas boas e pediu que ele pregasse lá. Mas ele fugiu de Deus e entrou num navio que ia para Társis. Mas uma tempestade no meio do caminho mostrou a Jonas o seu erro de fugir de Deus, pediu para que jogasse ele na água porque sabia que todos morreriam por sua causa. Então uma baleia o engoliu e ele ficou 3 dias no ventre dela. Arrependeu-se e orou a Deus para que ele desse uma segunda chance. Deus aceitou e Jonas pode ir pregar em Nínive e salvar muitos de seus habitantes.
[Obs.: A Bíblia diz que era um grande peixe. Sendo a Baleia um mamífero, podemos achar contradição. Mas a divisão de mamíferos, aves, peixes, répteis e outros animais foram feita por Lineu, apenas a pouco mais de 200 anos, sendo assim, a Bíblia dizia que a baleia era um grande peixe por estar dentro da água e parecer com a maioria dos peixes. Mas hoje sabemos que um animal tão grande não poderia ser um peixe e sim uma baleia, provavelmente a baleia-azul.]
A gordura dos Cetáceos
Os cetáceos costumam viver em águas frias. Por serem animais de sangue quente (mamíferos), eles utilizam a camada de gordura como um agasalho, para evitar a perda de calor e o resfriamento, que ocasionariam a morte. Os peixes não precisam dessa camada de gordura por serem animais de sangue frio.
Mamíferos Marinhos ≠ valor econômico
Hoje o futuro dos pinípedes (focas e morsas) é mais promissor do que no Século XIX, onde a caça predatória levou várias raças a extinção. As duas principais razões da caça eram a gordura, pela qual se podia fazer óleo usados em lampiões, e a sua pele, usada na indústria de roupas. Hoje, com a luz elétrica, o óleo de lampiões caiu em desuso. As campanhas ecológicas acabaram também com a caça por pele. As focas valem muito mais vivas do que mortas na atualidade.
Referências
BARROS, Carlos & PAULINO, Wilson Roberto. Os Seres Vivos. 60ª. ed., São Paulo: Ática, 1999.
LOPES, Sônia. Bio II. 1ª. ed., São Paulo: Saraiva, 2006.
Web site: http://pt.wikipedia.org/







